Smartphones Xiaomi: jp.di assegura distribuição oficial em Portugal

06 Jun 2018

A jp.di, empresa de distribuição e revenda de material informático, anunciou que vai ser a distribuidora oficial dos smartphones da Xiaomi em Portugal.


 
A jp.di, uma das empresas do jp.group, vai assegurar a distribuição oficial dos smartphones da marca chinesa Xiaomi em território nacional, mas a ambição da jp.di passa também por trazer o ecossistema da marca para Portugal, conta o diretor-geral da jp.di, Ricardo Ferreira.
Embora já fosse possível comprar os smartphones da marca através da Internet, a jp.di, ao ser a distribuidora oficial, vai assegurar a distribuição, comercialização e apoio aos smartphones da marca. Ao Dinheiro Vivo, Ricardo Ferreira, diretor-geral da jp.di, refere que a empresa já “estava a tentar [este negócio] há um ano”, acrescentando que estiveram “atentos à evolução que a marca tem tido no mundo todo, inclusive no mercado espanhol, onde já tem 15% da quota de mercado”.

“Sabemos que a Xiaomi tem um mercado não muito regulado em Portugal, que não cumpre com todos os requisitos. A nossa proposta de valor passa por antecipar as novidades e assegurar toda a compliance com o mercado nacional”, clarifica o responsável da jp.di. A jp.di vai assegurar também a chegada do novo flagship da Xiaomi, o Mi 8, a Portugal. Atualmente, a jp.di já fez chegar às lojas referências de telefones como o Redmi 5, Redmi Note 5 e Mi MIX 2S. Ricardo Ferreira assegura ainda que a distribuidora já encomendou o Mi A2, apresentado em abril deste ano, indicando também que a distribuidora já recebeu “as primeiras unidades, 3 ou 4 mil telefones”. A ideia da jp.di passa por fazer chegar a Portugal mais referências de terminais da Xiaomi.


Ricardo Ferreira especifica também que este negócio “primeiro, passará pela mobilidade”, mas ao “longo do mês de junho ficará concluída a negociação do restante ecossistema da marca”. Fundada em 2010, a Xiaomi não se limita apenas aos smartphones, tendo todo um ecossistema de produtos, que vão desde gadgets de smart home até computadores, drones ou dispositivos de realidade virtual.


Com mais de 30 anos de operação, é a jp.di que assegura a distribuição de tecnologia para canais de retalho como a Worten, Fnac, Rádio Popular, Media Markt ou El Corte Inglés, por exemplo.
No mês de abril, a Xiaomi reforçou a sua presença em Portugal, ainda que não o tenha feito através da entrada oficial por cá. Habitualmente, quem queria comprar um smartphone da Xiaomi fazia-o através das lojas de e-commerce, como o marketplace da Fnac, por exemplo.

Em abril, a marca viu a sua presença ser reforçada nas lojas da Worten, Fnac, Rádio Popular ou Phone House, por exemplo, ao adicionar mais referências de produtos ao stock disponível. Também o operador Nos passou a ter disponível a comercialização dos smartphones da Xiaomi, com os modelos Xiaomi Redmi 5 ou o Xiaomi Redmi 5 Plus. Em Portugal, além da jp.di, também a Ingram faz distribuição de produtos da marca, já que a Ingram opera com distribuição no canal ibérico.

“Procuramos fazer negócio também com as operadoras”, refere Ricardo Ferreira. O diretor-geral da jp.di, indica também que “a Xiaomi está a fechar um contrato com um service provider que vai prestar apoio pós-venda em Portugal”.

Ricardo Ferreira deu mais informação sobre o acordo de distribuição numa chamada telefónica feita a partir da Computex, que decorre esta semana em Taiwan, na China. “Estamos à procura de mais novidades”, explicou o diretor-geral da empresa portuguesa. “Somos uma comitiva de três pessoas”, indica, explicando que foram à feira tecnológica “à procura de produtos e soluções de Internet of Things, smart home, mobilidade e segurança” para trazer para o mercado nacional.

No último trimestre de 2017, a Xiaomi conseguiu duplicar a sua quota de mercado global, conquistando 7,7% do mercado, indicou a IDC. Não é segredo que a empresa tem vindo a investir em mercados como a Índia e a Rússia, muito pela dimensão e potencial deste tipo de mercados. Globalmente, a IDC coloca a Xiaomi entre as quatro marcas mais importantes de smartphones, ao lado de marcas como a Apple, Samsung e Huawei.

https://www.jpdi.pt/pt/newsdetail/16502568/

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